O seu "pré-conceito" permite enxergar novas possibilidades?
Interessante como aquilo que predeterminamos sobre alguém ou algo nos confronta quando vemos o oposto. Lembro de quando estava em Israel, no museu ANU, onde havia uma exposição sobre a diversidade judaica. Painéis com fotos de judeus e frases sobre o que era ser judeu e o que os conectava ao judaísmo — religião, cultura, tradição, o que fosse. As fotos eram incríveis, e uma em especial chamou minha atenção: um homem forte, cheio de tatuagens, com visual de motoqueiro, beirando os 40 anos. Ele dizia que o que mais o conectava ao judaísmo eram as tradições. Ao ler aquilo, levei um susto. Meu pré-conceito — e aqui uso mesmo a palavra separada, o pré , aquilo que imaginariamente construímos antes de conhecer alguém — simplesmente não "cabia" naquele homem. Eu esperava que ele falasse sobre o judaísmo reformista, sobre algo mais "moderno". Tradições, não. Mal conseguia imaginar aquele homem entrando em uma sinagoga ortodoxa, honrand...