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O Vício que é a Exposição nas Redes Sociais

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       Só damos e mostramos aquilo que temos e somos. Portanto, se olharmos bem, a sociedade está na UTI.      Entre separações de celebridades, um comportamento que se destaca é como nos colocamos nas redes sociais. Uns se escondem, uns usam apenas para o trabalho, outros fuxicam, outros mostram absolutamente tudo: a hora que acordam, o que comem, como vivem e até como dormem. E, claro, ganham muita grana com isso. A verdade é que a maioria das pessoas são voyeuristas. Veja o sucesso do Big Brother: o tesão em ver e ‘biscoitar’ a vida do outro escancara o fetiche em fofocar. Julgamentos sem fim, a fuga da nossa própria vida, e por aí vai. Como tudo na vida, perdemos o controle.      A forma como as pessoas se colocam nas redes revela como estão, não exatamente como querem parecer — isso vale para os casais que vivem exibindo a felicidade perfeita. Cá entre nós, a vida é tão corrida, tão enlouquecedora, que mal sobra tempo para dar cont...

Quem é você nas redes sociais?

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Mesmo 'protegido' por uma tela, a forma como nos comunicamos revela como está a nossa alma. Conteúdos, ou melhor, ter que gerar conteúdo o tempo todo é ser refém de uma mentira. Ok, você pode ter uma empresa de marketing e ser contratado para alimentar a página do seu cliente. Não estou falando sobre isso. Aliás, a internet é um lugar excelente para aprender e precisamos usar as ferramentas que temos para evoluir. Mas o que estou escrevendo é sobre as pessoas que 'vivem' com a câmera ligada. Entendo, que isso virou um ‘mercado’. Vendas de colágeno, vitaminas, roupas, publis, um mundo fascinante para ganhar dinheiro e alimentar a carência. Momentos que eram íntimos, como a descoberta de uma gravidez, se tornou um show ao se emocionar em frente à câmera com o teste, que acabou de ser banhado no xixi, nas mãos.   Normalizamos o bizarro e começamos a agir como tal . Não é porque o privado virou um 'voyeurismo' que todos devem aderir. E, por que? Porque é no pr...

O bom senso deve habitar na educação.

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Na educação tudo que é difícil fazer, será muito pior se não fizer. As prioridades devem ser executadas e não procrastinadas. Crianças e jovens têm a tendência a se dispersar, com um ‘plus’ da atualidade, em que os estímulos visuais são enlouquecedores, várias redes sociais, aplicativos e, dentro disso tudo, temos que encaixar uma educação que não acompanha esse ritmo como a escola, o crescimento, a vida . Essa dicotomia gera uma frustração quase que palpável nesta geração. Hoje em dia, eles aprendem que tudo é rápido basta clicar, mas a vida não é assim. E, o problema é que os pais, ao invés de assumirem os seus lugares fazendo a ponte ‘vida real com a digital’, entram na onda e se perdem nessa nova realidade, delegando e exigindo uma educação ‘fast food’ e de ‘excelência’. Utopia. Pobres escolas que agora estão sob o julgamento onde a sentença final é deferida nos grupos de Whatsapp dos pais.    Este encantamento com os novos estímulos faz parte de todo jovem que quer...

O ambiente na educação mudou e o campo de atuação também.

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Algumas pessoas falam: “Na sua idade, eu já fazia isso ou aquilo”, porém cada época demanda uma mudança e devemos lembrar que o cenário é completamente diferente. Não podemos ‘justificar’ de forma imprudente, isentando a nossa responsabilidade, sobre essa juventude tardia. Como pais, educadores, familiares e toda a cadeia de apoio que a educação exige devemos entender como atuar nesse campo que nos restou. Nem adianta comparar, como nunca adiantou, essa geração com a outra. Assim como um filho é diferente do outro e demanda direcionamentos exclusivos, devido às suas necessidades, hoje temos que educar de formas diferentes.  Devido à violência e a monstruosidade que o ser humano é capaz, não dá para ‘soltar’ o filho, e como consequência desse ‘proteger excessivo’ acabamos não aproveitando as oportunidades que poderíamos explorar. Em casa, por exemplo, o filho deve ter suas obrigações, sim! A arrumação ficará como a de uma profissional, que algumas mães querem ver, após um dia ...

Todos têm o direito ao silêncio.

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O problema da liberdade é que a maioria das pessoas não sabe lidar, de forma elegante, com ela. Se você for nos comentários, de qualquer rede social, a maioria começa com “eu acho” só que o post nem sempre é uma pergunta. Pessoas dão sua opinião, sendo que ela nem foi solicitada. O “eu acho”, de forma maldosa, mata diariamente mais que uma guerra.  Ninguém é obrigado a expor sua vida, aliás ninguém deveria. A discrição sobre a vida pessoal de cada um é algo que deve ser respeitado, e no caso dos jovens, deveria ser incentivada. Muitas pessoas passam horas nas redes sociais falando sobre o que comem, seus sentimentos, sua rotina entre outras coisas. Tirando as exceções, isso mostra muito da carência emocional e espiritual dessas pessoas. Afinal, não é só nosso corpo que deve ser alimentado, nossa alma deve ser nutrida diariamente e quando não damos a ela o alimento certo buscamos formas, como escape, para supri-la, nesse caso de forma errônea nas redes sociais. Seria como comer ju...