O mundo emburreceu.
Trabalhar com comunicação nos coloca em contato com tendências — e isso nos permite perceber para onde os olhos do mundo estão se voltando. É verdade: o mundo é abundante, diverso, múltiplo. Tem de tudo. Mas algo tem me chamado atenção. Antes, certos comportamentos eram comuns apenas entre os mais jovens, onde a falta de maturidade é esperada — e, de certa forma, perdoada. Só que não é isso que vejo hoje em públicos mais velhos, supostamente ‘maduros’. E por que digo isso? Porque quando não há maturidade, somos levados por qualquer vento: a inteligência falha, e as escolhas, além de medíocres, tornam-se irresponsáveis. Hoje, por exemplo, vemos congressos médicos em que o ‘sucesso’ é medido pelo show midiático — luzes, som, entradas triunfais — e não pela capacidade técnica. As pessoas estão tão burras (sim, o termo é duro, mas real) que se deixam impressionar pela estrutura e esquecem o essencial. A bizarrice, que antes ficava restrita às redes sociais e ao mundo dos influencers, agora...