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O mundo emburreceu.

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Trabalhar com comunicação nos coloca em contato com tendências — e isso nos permite perceber para onde os olhos do mundo estão se voltando. É verdade: o mundo é abundante, diverso, múltiplo. Tem de tudo. Mas algo tem me chamado atenção. Antes, certos comportamentos eram comuns apenas entre os mais jovens, onde a falta de maturidade é esperada — e, de certa forma, perdoada. Só que não é isso que vejo hoje em públicos mais velhos, supostamente ‘maduros’. E por que digo isso? Porque quando não há maturidade, somos levados por qualquer vento: a inteligência falha, e as escolhas, além de medíocres, tornam-se irresponsáveis. Hoje, por exemplo, vemos congressos médicos em que o ‘sucesso’ é medido pelo show midiático — luzes, som, entradas triunfais — e não pela capacidade técnica. As pessoas estão tão burras (sim, o termo é duro, mas real) que se deixam impressionar pela estrutura e esquecem o essencial. A bizarrice, que antes ficava restrita às redes sociais e ao mundo dos influencers, agora...

Socorro, o mundo está na UTI.

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Hoje, mais do que nunca, precisamos saber o que é certo, errado. Ético, antiético. Moral e imoral. Com a acessibilidade que temos aos meios de comunicação, a informação democratizou. Ou seja, hoje, podemos ter acesso a tudo. Com isso, somos jogados a um ‘zoológico’ onde encontramos de tudo. Só que nesse lugar, metafórico, para encontrar o que queremos, inclusive para aprendermos, precisamos estar ‘fincados’ em valores sadios. E, não é só isso, precisamos nos comprometer com a verdade. Infelizmente, muitos profissionais da comunicação não conseguem, mais, ser éticos, pois ‘perderam’ essa capacidade tamanha lavagem cerebral que sofreram e, fora, a preguiça em se melhorar. Para ser profissional precisa ter muita dedicação atrelado a princípios incorruptíveis, ou seja, tem que ter muito comprometimento, a maioria não tem, e ainda fica com medo de sair do ‘mercado cool’. Com isso, viram pessoas sem graça e perigosas, como papagaios que só repetem, bicam, sem a capacidade de entender e d...

Não se encolha para caber no mundo dos outros

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  Compartilhar a vida deve ser uma dádiva, mas não um fardo. O mundo é tão diverso, cheio de opções que, diariamente, esbarramos e acabamos convivendo com pessoas totalmente diferentes a nós. Isso é uma delícia porque o mundo do outro nos traz ‘descanso’ do nosso mundo particular. Conviver com nós mesmos é, muitas vezes, cansativo. Então, nos alegramos em ´fugir´um pouco para o universo do outro. Mas, como tudo na vida, não podemos ser aquilo que não somos, por muito tempo. Como a vida é dinâmica, nesses encontros conhecemos sócios, amigos, nos apaixonamos, casamos. O problema é quando essas decisões são tomadas tendo como base emoções e não razões. Claro que o outro é diferente de nós, o que é necessário, aliás só crescemos conhecendo, respeitando a imensidão do outro, aprendendo e tendo que lidar com isso, porém o problema é quando os valores são tão diferentes que, para conviver, ‘precisamos’ ser aquilo que não somos e acabamos nos violando. Como se o céu tentasse ser mar, p...

É no equilíbrio que nos encontramos.

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Pessoas defendem causas, levantam bandeiras, escolhem viver estilos de vida e, na maioria das vezes, se acomodam em todos eles. Alguns acreditaram que a pandemia ‘mudaria’ muita gente, mas situações, movimentos não mudam as pessoas… Somos nós que decidimos o caminho que seguiremos, diante das oportunidades, inclusive de não fazer nada.  Vivemos uma exacerbação quando falamos sobre qualquer assunto. E, no geral, as pessoas escolhem ‘um dos lados’, jogam o cérebro no lixo e param de pensar. Defendem com ‘unhas e dentes' aquilo que ‘escolheram’ e não estão dispostas a escutar o outro. Com isso, qualquer assunto, movimento fica pobre, já que aqueles que participam dessas ‘lutas’ não contribuem com nada, só repetem o discurso do outro. Cada caminho, mesmo que vivenciado em grupo, é individual e só conseguimos cooperar se fizermos a nossa parte. O compartilhar, daquilo que devemos e temos, só é possível se exercitarmos o que temos dentro da cabeça - o cérebro - que em conjunto com a alma...