A matemática da maternidade não é exata.

O que serve para um não serve para o outro. E isso é incrível. 


A ‘justificação’ em cima da maternidade, principalmente nas redes sociais, virou um hábito. A real é que se não olharmos, entendermos e aceitarmos os nossos filhos - como são - nada funcionará. Vejo tantos pais tentando ‘jogar’ para o filho algo que não lhe pertence, que fica difícil algo fluir. Maternidade é um trabalho de formiga, ou seja, de constância e trabalho árduo que não dá para delegar, durante muito tempo. Precisamos de apoio sim, mas o trabalho é nosso e a responsabilidade também. Costumo dizer que filho veio para ‘desmontar’ tudo aquilo que a gente ‘achava’. E para aqueles que se abrem, isso é uma ‘delícia’. Nem sempre de forma prazerosa, mas transformadora e profunda. Descobri que mudar de opinião é incrível e libertador, e isso veio através dos meus filhos. Ser flexível nos faz aventurar em lugares novos. Logo nas primeiras horas com a criança, vemos a nossa ‘incapacidade’ diante do desconhecido. Sim, nesse momento ‘começamos’ a realizar que precisamos ‘desenvolver’ o nosso caminho exclusivo. Nunca antes escrito... Para aqueles que batem o pé e querem seguir a cartilha dos outros, o caminho vai ficando cada vez mais insustentável e sufocante. Até entendermos que precisamos pegar as rédeas da nossa vida e trilhar a nossa própria história. Essa consciência depende de uma observação constante, durante a vida. Entender quando as fases vão mudando, se adaptar, ver o que cada filho consegue carregar e orientar. Dar a vara e nunca o peixe! Saber se comportar, ou melhor, se recolocar na vida dos filhos é algo que, muitas vezes, nos perdemos. Temos que tomar cuidado para não esquecer de nós, do casamento e acabar nos ‘excluindo’. Às vezes, desenvolvemos uma ‘relação abusiva’ com a gente mesmo, onde nos anulamos, tentando dar aquilo que não temos. Temos que lembrar que somos modelos para os filhos. Se mostro que amo o outro primeiro, que moral terei ao ensiná- los que primeiro eles têm que se amar e respeitar? Não tem como eu falar uma coisa e mostrar outra.

Tudo que precisamos desenvolver e evoluir chega até nós. Filhos são a prova disso, mas encare isso como algo bom. Quando nos damos o direito de desenvolver a nossa própria maternidade, tomamos as rédeas da nossa vida, assumimos as responsabilidade, respeitamos nossos limites e dos nossos filhos. Olhamos para nossa descendencia respeitando as possíveis capacitações de cada um, paramos de olhar para o outro ‘de fora’ como um referencial. Ao trilhar o meu caminho, fazendo aquilo que acredito, o meu ambiente começa a ‘ganhar forma’ e a se transformar. E, o que necessito para meu desenvolvimento e dos meus filhos vai chegando como o ‘maná’ diário para nossa evolução pessoal e familiar.


Comentários

  1. Que texto lindo! Deus nos da todos os dias um novo amanhecer , uma nova oportunidade de recomeçarmos! E vamos assim construindo nossa história! Grande beijo 😘

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