Como é fácil ‘se perder’ no passado.
Somos seres feito de histórias. Fazer faxina nos armários é quase uma releitura de si. Nos orgulhamos, entristecemos, ficamos com raiva de guardar tudo aquilo, de não usar aquilo que temos, lembramos do quanto lutamos e ficamos felizes ao conquistar ou ganhar tal objeto. Vemos ‘tiques’ e neuroses de família nas arrumações, sentimos falta de pessoas e daquilo que nos foi ensinado, ou seja, é uma terapia intensa. Porém, a essência de tudo isso é o quanto de passado ‘carregamos’ e que nos fazem bem ou mal. De tempos em tempos, precisamos nos ‘despir’ do passado. Encará-lo para enxergar o que realmente pertence a nós. Somos construções e desconstruções a vida toda. Costumo dizer que quando algum filho começa a ‘encrencar’ e ‘emperrar’ em alguma coisa, que antes não o fazia, é hora de parar e se perguntar: Qual a maturidade que ele adquiriu e que eu ainda não percebi? ...