Que em 2025 possamos diferenciar o bem e o mal.
Há poucos dias, o ano começou e já podemos ver qual será a grande batalha de 2025: distinguir o correto e o incorreto.
Hoje, todos têm espaço para se expressar, pronunciar. Todos podem ter seu ‘lugar ao sol’, principalmente, nas redes sociais. Mas qual o limite do privado e do público? Até que ponto, o que é postado para ‘ajudar ao próximo’, realmente, é uma ajuda e/ou deve ser exposto? Afinal, com desculpas de ajudar, pessoas, cada vez mais doentes, as quais perderam a noção daquilo que é íntimo, não se responsabilizam quanto aquilo que postam. Com essa exposição, tudo virou uma bagunça, damos ao mundo, principalmente, aos jovens uma troca de valores, confusão mental mentirosa em que tudo é justificado. Justificamos o mal. Humanizamos o inaceitável. ‘Cuidamos’ da democracia, muitas vezes, com censura. Precisamos escolher um lado da política e agir como um estúpido, incapaz de ouvir o outro e, com isso, todos perdem já que ninguém se dispõe a pensar fora da sua caixa particular. Brigamos por causas bizarras, idolatramos o estúpido e matamos, diariamente, o ser humano. Fora que ‘espiritualizamos’ com leis imorais. Enfim, valores baixos, imorais e desumanos que ‘criam’ uma geração em que tudo é aceitável, sem nenhuma responsabilidade.
Não estou falando que as redes sociais são ‘do mal’, como algo infantil, muito pelo contrário. A internet nos possibilitou ir a lugares sem precisar sair de casa, estudar, conhecer pessoas, fazer negócios e por aí vai. Mas por que estamos perdendo o controle de tudo? Por que, mesmo com tantas informações, pessoas, mais do que nunca, querem ter o corpo do outro, fazendo loucuras por isso, invejam a vida do outro e sofrem de doenças mentais como nunca? Porque só conseguimos diferenciar o bem do mal, quando nos ‘abastecemos’ com o combustível certo ao qual saberemos distinguir o correto e o incorreto. Pessoas vivem desnutridas de bons exemplos, com isso, usam ‘filtros’ para serem o que não são, não conseguem se comprometer com a sua verdade que, talvez, o caminho não seja de milhões de likes, mas que seria a verdade e a paz do seu espírito. Necessitam mostrar que são felizes o tempo todo, sua conquista financeira, particularidades e o inimaginável.
A realidade é que as pessoas não estão suportando ’se encontrar’ no silêncio particular e constatar como está a sua alma. Porque nesse silêncio é denunciado aquilo que não está sendo feito. Afinal, buscam conforto em lugares onde a mentira é alimentada. E, com isso, sua alma está ‘respirando’ com ajuda de aparelhos. Voltar para si demanda uma coragem de não agradar o outro, não precisar ser pertencente e, provavelmente, não estar na moda. É evoluir, entendendo que eu sou responsável em alimentar aquilo e onde me faz, realmente, viver. Honrando a vida, com ética, respeito ao próximo e tudo que me foi confiado.
Que em 2025, possamos ter a capacidade de deixar no privado aquilo que não é público, nos ajudar antes de ajudar o outro, se orgulhar de ser quem somos sem precisar de filtros, esses que não conseguem esconder a desnutrição da alma. Feliz 2025!

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