Se apropriar da nossa vida é um exercício diário.
De tempos em tempos, a vida nos coloca em uma bifurcação onde devemos escolher qual caminho seguir.
Somos sempre lembrados pela sociedade o que devemos fazer. Desde pequenos, devemos andar, falar, desfraldar, ler, escrever, e assim por diante, com as idades 'pré-determinadas'. E, quando saímos desse ‘padrão’ viramos uma ‘questão’ para psicologia, sociedade. Entendo que existe um ‘padrão de normalidade’, para nos orientar. Mas mesmo esse, deve ser questionado em sua individualidade - cada caso, pessoa, vida. O ‘bicho pega’ mesmo é quando somos adultos e dono da nossa vida - o que deveríamos ser - continuamos ‘seguindo a boiada’, e nem nos damos conta que estamos fazendo o que todos fazem, e - talvez -essa não seria a melhor opção para mim. Nesse apressamento, para ‘cumprir’ esse ‘check list da vida', podemos tomar decisões, que nos frustamos ao vermos que ‘aquilo não era para mim’. A grande e linda questão é que o tempo todo devemos nos desnudar diante das situações e questionar: “Isso é para mim? É isso que quero e me pertence?” Se todos fizessem isso seríamos o que deveríamos ser: um exemplar único de nós mesmos. Mas não é o que vemos. A maioria são cópias de um padrão pré determinado, apagado e sem graça. Seguem padrões que não se encaixam e que darão problemas mais à frente. Isso é feito na educação de filhos, sociedade, relacionamento a dois e familiar. Até quando seremos exemplares criados em ‘laboratórios’, 'sociedade' e não nós mesmos? Até quando ficaremos longe do nosso propósito, pela facilidade de um caminho que todos já conhecem e que ‘parece mais fácil seguir’?
Que possamos nos apropriar da nossa história, ter coragem para tomar posse daquilo que me pertence com todos prós e contras e que se encaixará perfeitamente a individualidade de cada alma.
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